A interação entre as mentes consciente e subconsciente requer uma reciprocidade semelhante entre os correspondentes sistemas nervosos. O cérebro-espinhal, ou voluntário é o órgão da mente consciente. O sistema nervoso autônomo desempenha idêntico papel no que interessa ao subconsciente. O sistema voluntário é o canal do qual captamos e percebemos conscientemente o que os sentidos nos trazem, e através dele exercemos controle voluntário sobre os movimentos do corpo. O centro de controle deste sistema localiza-se no córtex cerebral.
O sistema nervoso autônomo, às vezes chamado de involuntário, tem centros de atividade em outras partes do cérebro, incluindo o cerebelo, o tronco cerebral a amígdala do cerebelo. Esses órgãos têm conexões próprias com os grandes sistemas do corpo e lhes controlam as funções vitais mesmo quando a percepção consciente está ausente.
Os dois sistemas podem trabalhar separados ou em sincronia. Quando a percepção de um perigo chega ao centro de comutação do cerebelo, mensagens são enviadas ao córtex cerebral e à amígdala do subconsciente. A capacidade de defesa do indivíduo pode começar a reagir antes mesmo do perigo ser notado e avaliado pelo conciente.
Uma maneira simples de focalizar a interação mental e física é compreender que a mente consciente capta uma ideia que é traduzida em uma série correspondente de impulsos elétricos no sistema nervoso voluntário. Este, por seu lado, liga uma corrente semelhante no sistema autônomo, passando dessa maneira a ideia à mente subconsciente, que é o instrumento criativo. E é dessa maneira que pensamentos se transformam em atos.
Todo pensamento elaborado pelo consciente e aceito como verdade é enviado pelo córtex aos demais órgãos do cérebro que embasam o subconsciente, a fim de ser transformado em nossa carne e manifestado como realidade em nosso mundo.
Retirado do livro: O poder do subconsciente de Dr. Joseph Murphy

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